Não há uma fórmula para definir qual deveria ser a duração adequada de um bom sono noturno.
Acreditar que todas as pessoas necessitam da mesma quantidade de sono é tão absurdo quanto crer que cada uma deva ingerir a mesma quantidade de alimentos todos os dias.
Podemos supor que sete horas e meia sejam uma média adequada. Sem dúvida, podemos afirmar que só uma ou duas pessoas em cem sintam-se bem com um sono de cinco horas ou somente uma pequena minoria precisa do dobro.
Cada indivíduo parece ter um apetite inato de sono que provém de sua programação genética tanto como a cor de seu cabelo, pele ou peso corporal.
Uma maneira simples de investigar sobre sua necessidade de horas de sono é levantar todas as manhãs na mesma hora, não importando a hora em que foi deitar no dia anterior. Você está atordoado depois de cinco ou seis horas de sono? Talvez uma hora a mais lhe desse mais energia? Seria muito agregar duas horas?
Se prestarmos atenção na linguagem de nosso corpo e respondermos estas perguntas relacionando as repostas às horas de sono, poderemos determinar um hábito de sono adequado.
Outra alternativa válida é ter um diário de sono. Anote nele, durante uma semana, a que horas vai deitar e a que horas levanta; como sentia-se ao deitar e quanto tempo levou para dormir. Depois, anote como sentiu-se no dia seguinte. No final de cada semana, revise qual foi o dia em que se sentiu com maior energia e vitalidade. Controle quantas horas havia dormido no dia anterior e tome esta quantidade como o tempo máximo de horas que dedicará a dormir na próxima semana. Repita a metodologia e encontrará seu padrão.
Não existe uma fórmula para dormir menos e sentir-se bem depois. Mas pode ser uma questão de tempo.
SAIBA MAIS!
Cientistas da Agência Avançada de Projetos de Pesquisa para a Defesa dos Estados Unidos estão tentando sintetizar uma pílula que permita aos soldados lutarem durante dias sem sentir um pingo de sono. Para isso iniciaram as pesquisas com remédios usados para tratar narcolepsia. Os primeiros resultados dão conta de que as pessoas sem distúrbios de sono passaram 40 horas seguidas acordadas sem notar os efeitos desse déficit. Está em estudo ainda os efeitos colaterais. Será um avanço da ciência, mas não há nada como dormir pra valer. De verdade.
A quantidade e qualidade de sono mudam com sua idade
